domingo, 7 de setembro de 2014

Êxodo - Travessia do Mar Vermelho e as descobertas de Ronald Wyatt

Êxodo - Travessia do Mar Vermelho e as descobertas de Ronald Wyatt

Em 1984, R. Wyatt, fotografou e filmou as regiões de Midiã na Arábia, levantando provas e evidências da verdadeira rota dos hebreus. Muitos documentos e até mesmo nossas bíblias modernas trazem mapas apontando uma outra rota possível para os reais itinerários do povo de Israel, contudo carecem de comprovação arqueológica

Mesmo sem haverem provas concretas algumas regiões no Egito foram tradicionalmente aceitas por judeus e cristãos como sendo a rota do Êxodo. Um Monastério foi construído pelo Imperador Justiniano em 527 DC que determinou a localização do Monte Sinai. Anteriormente já havia sido construída uma igreja neste local pela mãe do Imperador Constantino.

Mas esse pequeno vale não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus com seus animais e objetos. Em Êxodo 3.12, o verdadeiro monte fica em Midiã na Arábia, onde Moisés pastoreava para seu sogro. Região que foi primordialmente alvo das pesquisas do Sr. R. Wyatt e sua equipe.

O que anteriormente se presumia era que a travessia do povo no Mar Vermelho teria ocorrido no Mar de Juncos (Lagos Amargos) onde hoje é o conhecido Canal de Suez. Mas o local onde podem ser obtidos mais indícios da travessia é a praia de Nuweiba no Golfo de Áqaba, a única praia no Mar Vermelho suficientemente grande para a quantidade dos hebreus do Êxodo (cerca de 2 milhões). Para alcançar essa praia o povo teria caminhado mais de 300km sem fazer pausas e com alimento apenas para 7 dias (Êxodo 13.6-8).



Uma base forte para também se acreditar que a travessia foi realizada neste local é o fato de ter sido detectado através de mapeamento topográfico a existência de um platô de 100 metros de profundidade e 900 metros de largura com rochas agrupadas em linhas nas bordas formando uma espécie de ponte que se estende por aproximadamente 18 km da costa egípcia até a costa árabe. o que teria levado em torno de seis horas para o povo ter percorrido esta distancia.





Alem das teorias do Sr. R. Wyatt. já demonstrarem ter uma maior consistência do que as que antes foram estabelecidas por outros pesquisadores. O que vem a validar mais fortemente as suas idéias é o fato de que duas colunas idênticas foram encontradas às margens do Mar Vermelho. Ambas trazendo inscrições antigas em hebraico.



A primeira coluna foi encontrada no lado egípcio (Nuweiba) em 1978 com inscrições em hebraico ilegíveis pela erosão.

Em 1984 no lado árabe (Midiã), foi encontrada a segunda coluna tem a mesma inscrição da primeira, é legível as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Yahuh significando o milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e que foi erigida por Salomão, em honra a Yahuh. Há uma referência em Isaías 19.19 que pode estar se referindo a coluna do lado egípcio.

Tendo em vista todas estas descobertas os arqueólogos agora estavam convencidos que a travessia do Mar Vermelho teria ocorrido exatamente neste local devido ao numero grandioso de probabilidades, e o fato de existirem estas duas colunas de um lado a outro do mar traçando assim uma linha reta.

As colunas teriam sido erigidas pelo rei Salomão que em sua época possuía o controle dos mares e tinha autoridade nestas regiões.

Então tendo por base as duas colunas traçou-se uma rota de mergulho que esperava-se que revelaria indícios de uma travessia de uma grande multidão naquele local. E também teriam que ser encontradas provas de que pessoas teriam sido mortas quando o mar se fechou.



Curiosamente foi exatamente isso que os mergulhadores encontraram. Indícios mais do que suficiente para comprovarem que os textos bíblicos eram exatos. Em profundidades de mergulho até 60 metros, a partir de 1978 feitos por Wyatt, foram encontrados artefatos, como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos.





O material encontrado estava incrustado nos corais que haviam crescido com o passar dos anos, no entanto foram usados detectores de metais e foi possível perceber que além do que foi trazido a superfície ainda havia muitos objetos fossilizados nos corais, provavelmente pedaços de carruagens egípcias.






Também foram encontradas rodas recobertas de materiais nobres como ouro e prata. Estas estavam em melhor estado de conservação devido a maior resistência destes metais nobres.


Em outra matéria, analisamos os eventos que antecederam o Êxodo, será que as pragas do Egito podem ser explicadas pela Ciência? Podem mesmo ser atribuídas ao poder de Deus? Quem eram os Israelitas? Qual é a data correta para o evento? 





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ebola - Diário da epidemia de 2014

Após fazer uma matéria a respeito dessa doença devastadora, decidi colocar aqui um relatório, que será atualizado diariamente, da evolução da epidemia que já atingiu 5 países da África,
O primeiro paciente que se sabe ter contraído a doença na epidemia atual foi uma criança de 2 anos, mas a forma como o menino se contaminou em dezembro passado, em um vilarejo da Guiné, ainda é desconhecida. Acredita-se que, depois de matar a mãe e a irmã do garoto, o vírus tenha atravessado fronteiras depois do funeral da avó da criança, uma curandeira que tratava infectados e que morreu em 1º de janeiro. Estima-se que 12 mulheres tenham contraído a doença durante os ritos fúnebres e levado o ebola para Serra Leoa.



Depois de atingir o país vizinho, o ebola se espalhou rapidamente pela Libéria e pela Nigéria, sendo transmitido entre pessoas por meio do contato com fluidos corporais de indivíduos doentes. “O primeiro caso, na verdade, vem a partir do contato humano com um animal infectado. O reservatório é ambiental. Mas, a partir do momento em que uma pessoa é infectada, a cadeia de transmissão passa a ser os seres humanos, e o vírus é transmitido pelo contato com as secreções”, explica o especialista brasileiro José Cerbino, médico infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). Desde então, o patógeno sofreu mais de 50 mutações, dando origem a pelo menos uma nova cepa.

22/03/2014 - Epidemia de ebola já matou mais de 50 pessoas na Guiné, diz governo

24/03/2014 - Epidemia de ebola chega à capital da Guiné

25/03/2014 - Serra Leoa detecta casos suspeitos de ebola na fronteira com Guiné

04/04/2014 - África Ocidental se mobiliza contra propagação do vírus do ebola

06/04/2014 - Gana anuncia primeiro caso de suspeita de ebola no país

05/07/2014 - Surto de Ebola está 'fora de controle' em partes da África, alerta MSF

08/07/2014 - Vírus ebola já matou 518 pessoas em Libéria, Serra Leoa e Guiné, diz OMS

16/09/2014 - Por Ebola, Quênia fecha fronteiras com Guiné, Libéria e Serra Leoa

21/08/2014 - África do Sul fecha fronteiras aos países mais afetados pelo ebola

25/08/2014 - Nigéria confirma 13 casos de ebola

29/08/2014 - Primeiro caso de ebola é confirmado no Senegal

31/08/2014 - Hospital sueco investiga caso suspeito de Ebola, diz imprensa local

02/09/2014 - Ebola matou 31 na República Democrática do Congo

03/09/2014 - Ebola matou mais de 1.900 na África na pior epidemia da doença, diz OMS

03/09/2014 - Primeiro paciente britânico com ebola recebe alta após tratamento
William Pooley, de 29 anos, contraiu o vírus em Serra Leoa.
Paciente foi tratado em regime de isolamento e recebeu droga experimental.

04/09/2014 09h11 - Johnson & Johnson iniciará testes de vacina contra ebola no início de 2015
Objetivo é criar vacina que previna as cepas Zaire e Sudão do ebola.
Doença já matou 1.900 pessoas na África, afirma a OMS.

05/09/2014 - OMS recomenda usar sangue de pessoas curadas para tratar ebola

08/09/2014 - Ebola está se espalhando exponencialmente na Libéria, alerta OMS

09/09/2014 - Epidemia de ebola provocou 2.288 mortes, quase a metade nos últimos 21 dias










segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ebola - A epidemia de 2014



Cinco países na África enfrentam o pior surto de todos os tempos dessa terrível doença.
O que é essa doença? Onde se originou? Quais são os sintomas? Existe atualmente um tratamento para essa doença?

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras.

“Eu estava coletando amostras de sangue de pacientes. Nós não tínhamos equipamentos de proteção suficientes e eu desenvolvi os mesmo sintomas”, diz Kiiza Isaac, um enfermeiro ugandense. “No dia 19 de novembro de 2007, recebi a confirmação do laboratório. Eu havia contraído Ebola”.

Fatos
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.

Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.

“MSF foi para Bundibugyo e administrou um centro de tratamento. Muitos pacientes receberam cuidados. Graças a Deus, eu sobrevivi. Depois da minha recuperação, me juntei a MSF”, conta Kiiza.

Estima-se que, até janeiro de 2013, mais de 1.800 casos de Ebola tenham sido diagnosticados e quase 1.300 mortes registradas.

Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.

Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.

MSF tratou centenas de pessoas afetadas pelo Ebola em Uganda, no Congo, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Gabão e na Guiné. Em 2007, MSF conteve completamente uma epidemia de Ebola em Uganda.



O que causa o Ebola?
O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.

Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.

Sintomas
No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.

A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Diagnóstico
Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns.

Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes.

Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.

“Agentes de saúde estão, particularmente, suscetíveis a contraírem o vírus, então, durante o tratamento dos pacientes, uma das nossas principais prioridades é treinar a equipe de saúde para reduzir o risco de contaminação pela doença enquanto estão cuidando de pessoas infectadas”, afirma Henry Gray, coordenador de emergência de MSF durante um surto de Ebola em Uganda em 2012.

“Nós temos que adotar procedimentos de segurança extremamente rigorosos para garantir que nenhum agente de saúde seja exposto ao vírus, seja por meio de material contaminado por pacientes ou lixo médico infectado com Ebola”.



Tratamento
Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.

O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.

MSF conteve um surto de Ebola em Uganda em 2012, instalando uma área de controle entorno do centro de tratamento.

O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.