sexta-feira, 4 de julho de 2014

A flôr cadáver, a maior do mundo e a mais fedida!!

Da próxima vez que você, cara amiga, for chamada de linda como uma flor, desconfie. Se a planta em questão for a Arum Titan (Amorphophallus tintanum), podem estar te chamando de fedorenta.
A "flor-cadáver" (nome sugestivo) fede muito. O cheiro parece de carne podre. Um exemplar da planta começou a florescer no domingo (7), no  Jardim Botânico Nacional da Bélgica, um acontecimento raro que ocorre de forma inesperada pela terceira vez em cinco anos em Bruxelas.
Conhecida também como "a maior flor do mundo", a Arun Titan  floresce apenas três ou quatro vezes ao longo de seus 40 anos de vida. O fedor terrível é necessário para atrair insetos polinizadores, como besouros, garantindo a sua reprodução.
O exemplar belga floresceu  em 2008, ano em que chegou de Bonn, na Alemanha, em 2011 e novamente este verão. "É excepcional, nunca aconteceu em nenhum outro jardim botânico", indicou o porta-voz do jardim, Franck Hidvegi.


A atração é certa, de modo que o jardim estendeu seus horários de funcionamento.
Suas folhas medem 244 centímetros e podem continuar a crescer até cinco metros.
"A floração é muito curta, no máximo, três dias. Depois ela murchará e levará vários anos para vê-la florescer novamente", disse Hidvegi.


A Titan Arum vem das florestas tropicais da Sumatra, na Indonésia, onde está em perigo de extinção por causa do desmatamento. (Da AFP)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Cratera de Darvasa, A Porta para o Inferno

A Cratera de Darvasa, também chamada de Porta para o Inferno é um campo de gás natural localizado em Derweze (também escritoDarvaza, que significa "porta"), na província de Ahal, noTurcomenistão. A cratera é conhecida pela sua chama que vem queimando continuamente desde 1971, alimentada pelos ricos depósitos de gás natural na área. Ela exala um forte cheiro de enxofre que pode ser sentido à distância.




O local foi identificado em 1971 por cientistas da então União Soviética pensando que este poderia ser um campo de petróleo. A partir dessa premissa, eles montaram um acampamento com uma plataforma de perfuração para avaliar a quantidade de gás e petróleo disponíveis no local. Como os soviéticos estavam satisfeitos com o sucesso em encontrar esses recursos, eles começaram a armazenar o gás. Porém, durante as escavações foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás tóxico. Num certo momento dos trabalhos, o chão sob a plataforma de perfuração cedeu abrindo uma grande cratera que engoliu os equipamentos. Nenhuma vida foi perdida no incidente, mas grandes quantidades de gás metano foram lançadas na atmosfera criando enormes problemas ambientais e imenso dano ao povo das aldeias, resultando em algumas mortes.




Temendo a liberação de mais gases venenosos da cratera, os cientistas decidiram queimá-los. Eles consideraram que seria mais seguro queimá-lo do que extraí-lo do subsolo, pois isso exigiria processos caros. Em termos ambientais, a queima do gás é a solução mais coerente quando as circunstâncias são tais que ele não pode ser extraído para uso. O gás metano lançado na atmosfera também é um perigoso gás de efeito estufa. Naquele tempo, as expectativas eram de que o gás iria queimar por alguns dias, mas ainda está queimando décadas depois de ter sido incendiado. Não há nenhuma previsão de quando as labaredas vão finalmente cessar, já que ninguém tem noção da quantidade de gás que ainda existe nas profundezas da cratera.




Em abril de 2010 o presidente do Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, visitou o local e ordenou que o buraco fosse fechado ou que fossem tomadas medidas para limitar a sua influência sobre o desenvolvimento de outros campos de gás natural na área. O Turcomenistão planejava aumentar sua produção de gás natural, com a intenção de aumentar sua exportação de gás para China, Índia, Irão, Rússia e Europa Ocidental.



terça-feira, 1 de julho de 2014

O dia em que um Tsunami atingiu o Brasil

Algumas pessoas talvez não saibam, mas a costa do Brasil já sofreu a ação de pelo menos um tsunami. O fato ocorreu na vila de São Vicente (atualmente localizada na área metropolitana de Santos) pelos idos de 1541 deixando submersa a Igreja da Matriz e o pelourinho (também conhecido com “picota”, uma coluna de pedra que se erguia na praça central das vilas, onde eram afixadas as leis e as penas como açoite e mutilação eram exercidas pela jurisdição portuguesa). Pois bem, a onda chegou até a praça central onde estava a Igreja e o pelourinho, submergindo a Igreja, o que dá uma ideia do tamanho da massa de água.    



Segundo o frei Gaspar da Madre de Deus , autor em 1797 da obra “Memórias para a história da capitania de São Vicente” descreveu sobre a vila de São Vicente que a duração de suas casas foi muito breve, pois tudo levou o mar. Frei Gaspar ao estudar as atas da Câmara de São Vicente  informa em seu livro que no primeiro de janeiro de 1542 a câmara reuniu-se em uma outra Igreja, mais distante da costa, pois o mar tinha levado as casas do conselho português no Brasil.

Em 1543 o governo português providenciou o resgate do que foi possível, entre os objetos o pelourinho e os sinos da matriz (enormes peças de bronze) levadas pelas águas e que tiveram de ser resgatadas no fundo do mar. Nessa mesma época a vila foi reconstruída, dessa vez distante da costa.

Em 1542 em virtude das mortes e da fuga de muitos dos sobreviventes, a vila de São Vicente ficou tão desprotegida que foi alvo de ataques de tribos indígenas, o que fez a câmara chamar moradores de outra colônia (o campo de Piratininga) pra defender a região despovoada.

Segundo o oceanógrafo André Luiz de Belém, professor da Unimonte, um pequeno tremor na costa poderia causar a tsunami, pois o deslocamento de sedimentos no leito marítimo faria o mar recuar e gerar um tsunami. Um evento parecido ocorreu em 17 de julho de 1998 , quando um pequeno tremor na costa de Papua Nova Guiné gerou um tsunami de 10 metros que adentrou poucos quilômetros adentro da costa, mas foi suficiente pra matar 3 mil pessoas. Na época os pesquisadores ficaram intrigados como um tremor tão pequeno poderia ter gerado um tsunami tão potente. Em 2002 os estudiosos concluíram que o tremor ocorreu muito longe de onde se formou a onda, na verdade o tremor causou um movimento no fundo do oceano fazendo com que uma grande camada de terra no fundo do mar, próximo a costa, deslizasse e assim gerasse o paredão de água.

Dependendo da força, um tsunami pode adentrar de 10 a 40 kilômetros pra dentro da costa (caso seja gerado por um tremor de terra no oceano, ou seja, um maremoto) e segundo alguns estudos recentes de cientistas americanos, poderia entrar de 100 a 200 kilômetros adentro da costa caso um asteroide de grandes dimensões (acima de 300 metros) caísse no mar próximo a costa. As ondas variam de tamanho também, podem ser de 10 a 40 metros de altura. No último tsunami, o do Japão, as ondas não chegaram a mais de 10 metros, mas adentraram 40 kilômetros adentro do país.

Alguns estudos sobre esses eventos mostram que o tsunami normalmente dá um sinal: antes da chegada da parede de água, o mar recua entorno de 800 metros na praia e leva entorno de 10 minutos para o tsunami chegar na praia. Os maremotos (terremotos no fundo do oceano) que geram tsunami são os mais difíceis de prever, pois dependendo da distância que ocorreu em relação à costa, a formação do tsunami é muito rápido (a onda viaja no mar a 800 kilômetros por hora), impedindo a verificação da formação ou não de tsunami, antes que o tsunami atinja a costa, foi exatamente isso que ocorreu no tsunami recente do Japão.


Um dos eventos que poderá ser previsto com antecedência caso ocorra é um tsunami provocado pelo deslizamento do Cumbre Vieja nas ilhas Canárias, pois caso isso ocorra uma onda de choque levaria de 6 a 8 horas para chegar a costa brasileira. De qualquer forma, quem mora em regiões costeiras precisa ter um plano de salvamento em mente, pois os poucos minutos que separam o recuo do mar a chegada de uma onda podem ser decisivos no salvamento de muitas vidas.