quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Richard Dawkins - A Grande Questão



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Projeto Bluebeam

Se prepare… Se informe… Não seja enganado !

O Projeto Blue Beam é uma arma secreta de alteração da mente está baseada em algo chamado tecnologia da portadora subliminar, ou Silent Sound Spread Spectrum (SSSS) (também chamada de S-Quad, ou ‘Squad’ no jargão militar). Ela foi desenvolvida para uso militar pelo Dr. Oliver Lowery, de Norcross, Georgia, e está descrita na US Patent #5,159,703 — ‘Silent Subliminal Presentation System’, para uso comercial em 1992… A tecnologia também é conhecida como Som do Silêncio e funciona pela transmissão de sons indetectáveis pelo ouvido, mas que são implantados no córtex auditivo do cérebro. É o que existe de mais moderno no controle mental universal… Essa nova tecnologia de controle da mente pode na verdade fazer você tomar uma atitude que normalmente não tomaria.
Entretanto, o aspecto mais insidioso de SSSS é que ela é totalmente indetectável por aqueles contra quem é direcionada. Como produz sua programação subliminar diretamente no cérebro humano por meio do sentido da audição em uma frequência que o ouvido humano não é capaz de identificar como som, não há defesa contra ela. Todas as pessoas no planeta estão igualmente susceptíveis ao controle mental via SSSS e não há modo de escapar, uma vez que as ondas UHF podem ser transmitidas por longas distâncias a partir de fontes localizadas em locais remotos e atravessam as paredes e outros objetos, como se eles não existissem. UHF é a frequência (na faixa dos 100 MHz) que tem sido usada para a transmissão de televisão e rádio desde que esses meios existem. SSSS foi projetada para utilizar UHF como onda portadora.
Ainda mais insidioso, porém, é o fato que, acoplado com o uso de supercomputadores, os padrões eletroencefalográficos (EEG) específicos de um indivíduo podem ser alterados digitalmente e depois armazenados para serem retransmitidos via UHF digital. De acordo com Judy Wall, esses EEGs retocados pelo computador “podem identificar e isolar os ‘blocos de assinaturas de emoção’ de baixa amplitude do cérebro, sintetizá-los e armazená-los em outro computador. Em outras palavras, estudando os padrões característicos sutis das ondas cerebrais que ocorrem quando um ser humano analisado experimenta uma determinada emoção, os cientistas puderam identificar o padrão de onda cerebral concomitante e agora podem duplicá-lo.” Esses blocos de assinatura de emoção modificados podem depois ser transmitidos pelas frequências portadoras UHF (isto é, sinais de rádio e televisão normais) diretamente para dentro do cérebro onde podem então “silenciosamente acionar a mesma emoção básica em outro ser humano”. Em outras palavras, se o bloco de assinatura emocional para, digamos, um sentimento de desânimo e desespero estiver sendo introduzido diretamente no seu cérebro via ondas de rádio, você sentirá essas emoções.
Muitos dos projetos da NASA foram chefiados por cientistas trazidos da Alemanha nazista, que foram trazidos para os EUA no fim da Segunda Guerra Mundial por meio da Operação Clipe de Papel.

Algumas armas do projeto conhecidas

H.A.A.R.P. (High-frequency Active Auroral Research Project) — Um conjunto de antenas localizado no Alasca que projeta ondas de rádio de alta frequência e supercarregadas nas camadas mais altas da atmosfera terrestre… Esses feixes de ondas são muito poderosos e que podem ser direcionados a qualquer parte e fazer os seres humanos apresentar disfunções cerebrais tão completas que eles ficam incapacitados para participar em uma batalha ou se defender. Esses feixes de ondas são usados para alterar os padrões do clima globalmente e também podem causar terremotos.”
Torres GWEN — Ground Wave Emergency Network (Rede de Onda Terrestre de Emergência) Produz campos geomagnéticos e estão espaçadas aproximadamente a 320 km uma da outra nos EUA. Elas operam em uma faixa de frequência muito baixa (VLF). Essas ondas têm a tendência de ficarem próximas ao solo… Muitas pessoas não gostaram dos efeitos que essas torres tiveram sobre elas e sobre o meio ambiente e elas foram supostamente desativadas, embora as torres permaneçam intactas. Elas agora também fazem parte da malha do GPS. Depois, foi decidido que as “torres de celular” também poderiam ser usadas e as pessoas não protestaram — é por isto que existem tantas delas hoje, algumas até bem perto umas das outras.” “Considere as torres de microondas, HAARP e a televisão e veja que você está cercado. Uma malha total está colocada sobre você e você está à mercê deles, de modo que precisa estar ciente, para que possa questionar quaisquer mudanças no comportamento, no humor ou nas ações que toma subitamente. E não importa onde você resida, pois não poderá se livrar dos efeitos dessas torres ou dos satélites. Todos eles trabalham em conjunto, cobrindo todo o planeta”.

Entenda como será a manipulação

A religião única mundial da nova era é o próprio fundamento para um novo governo mundial; sem esta religião a ditadura da Nova Ordem Mundial é completamente impossível. Repetirei que: Sem uma crença universal desta religião, o sucesso da Nova Ordem Mundial será impossível! Isto é porque o Projeto Blue Beam é tão importante para eles, mas tem sido tão bem escondido até agora.
“… eles criarão ‘apresentações’ projetadas no céu para anunciar o anticristo. Isso também será acompanhado pela voz em diferentes idiomas. Isto também poderá incluir um “arrebatamento” e criará o caminho para o anticristo de uma religião única mundial. Eles utilizam esses hologramas agora — esta é a razão por que alguns veem os óvnis. Isto será feito usando-se ondas ELF, VLF e LF, que são a mesma frequência usada pelo cérebro humano.”
Será utilizado a comunicação Telepática e Eletrônica de Duas Vias para todos no planeta. Isto arma o cenário para aqueles que desconhecem as possibilidades do controle mental seguirem as massas e nunca questionarem nada.
Eles juntaram todos esses projetos de controle mental. Usando ELF, VLF e LF, eles podem agora mostrar a todos o Messias, e você poderá ouvi-lo e ser enganado.
O infame Projeto Blue Beam da NASA tem quatro passos diferentes para a implementação de uma religião única mundial da nova era com o Anti-Cristo a sua frente.

Terremotos Engenheirados

O primeiro passo no Projeto Blue Beam da NASA diz respeito a quebra [reavaliação] de todo conhecimento arqueológico. Isto lida com a criação, com terremotos artificialmente criados em certas localizações precisas do planeta, de supostamente novas descobertas que finalmente explicarão a todas as pessoas o “erro” de todas as doutrinas fundamentais religiosas. A falsificação desta informação será usada para fazer todas as nações acreditarem que suas doutrinas religiosas tem sido mal compreendidas e mal interpretadas por séculos. As preparações psicológicas para o primeiro passo já tem sido implementadas com o filme “201:Uma Odisséia no Espaço”, as séries StarTrek e ‘Independence Day;’ todos os quais lidam com invasões vindas do espaço e reunindo todas as nações para repelirem os invasores. Os últimos filmes, como ‘Jurrassic Park,’ lidam com a teoria da evolução e afirmam que as palavras de Deus são mentiras.

Descobertas Falsificadas

O que é importante entender no primeiro passo é que estes terremotos atingirão partes diferentes do mundo onde os ensinamentos científicos e arqueológicos tem indicado que os mistérios arcanos tenham sido enterrados. Por estes tipos de terremotos será possível para os cientistas redescobrirem estes mistérios arcanos que serão utilizados para desacreditar todas as doutrinas fundamentais religiosas. Esta é a primeira preparação para o plano para a humanidade porque o que eles querem fazer é destruir as crenças de todos os cristãos e muçulmanos do planeta. Para fazer isto, eles precisam de alguma prova “falsa” de um distante passado que provará de todas as nações e suas religiões tem sido mal interpretadas e mal compreendidas.

O Grande Show Espacial no Céu

O segundo passo do Projeto Blue Beam da NASA envolve um gigantesco “show espacial” com hologramas ópticos tridimensionais e sons holofônicos, projeção a laser de múltiplas imagens holográficas para diferentes partes do mundo, cada uma recebendo uma imagem diferente segundo a fé religiosa predominante regional e nacional. Esta nova “voz de Deus” estará falando em todas as linguagens. Para entender isto, devemos estudar as várias pesquisas feitas pelos serviços secretos nos últimos 25 anos. Os soviéticos tem aperfeiçoado um avançado computador, até mesmo o exportado, e o alimentado com diminutos particulares fisio-psicológicos baseados em seus estudos da anatomia e composição eletromecânica do corpo humano, e os estudos de propriedades elétricas, químicas e biológicas do cérebro humano. Estes computadores foram alimentados, também, com todas as linguagens das culturas humanas e seus significados. Os dialetos de todas as culturas tem sido alimentados nos computadores por transmissões de satélite.
Os soviéticos começaram a alimentar os computadores com programas objetivos como aqueles de um novo messias. Também parece que os soviéticos – o povo da Nova Ordem Mundial – tem recorrido a métodos suicidas com a sociedade humana pelo alocação de comprimentos de ondas eletrônicas para cada pessoa e cada sociedade e cada cultura para induzir pensamentos suicidas se a pessoa não se submete aos ditames da Nova Ordem Mundial.
De onde virá este show espacial? O show espacial, as imagens holográficas serão usadas em uma simulação do fim durante o qual todas as nações verão cenas que serão a realização do que eles desejam verificar nas profecias e eventos adversos. Elas serão projetadas por satélites na camada de sódio a aproximadamente 60 milhas acima da Terra. Vimos os testes uma vez por um tempo, mas eles são chamados UFOs e avistamentos de “disco voadores”.
Imagem holográfica de Al Gore no evento Live Earth
Imagem holográfica de Al Gore no evento Live Earth
O resultado deste deliberado evento estagiado será mostrar ao mundo o anticristo, o novo ” messias,” Maitreya, para a implementação imediata da religião do novo mundo. Bastante verdade será impingida a um mundo insuspeito para fisga-lo na mentira. “Até mesmo os mais sábios serão enganados.”
A calculada resistência à religião universal e ao novo messias e as posteriores guerras sagradas resultarão na perda de vida humana em uma escala nunca imaginada anteriormente em toda história humana.
O Projeto Blue Beam fingirá ser o cumprimento universal das profecias antigas, como um maior evento que ocorreu a 2000 anos atrás. A princípio, ele fará uso dos céus como uma tela de cinema [na camada de sódio a 60 milhas] quando um satélite baseado no espaço gera o laser que projeta imagens simultâneas para os quatro cantos do planeta em todas as linguas e dialetos segundo a região. Isto lida com o aspecto religioso da Nova Ordem Mundial e é engano e sedução em uma escala maciça.

Super computadores

Os computadores coordenarão os satélites e o software já em lugar e dirigirão o show no céu. As imagens holográficas são baseadas em sinais quase idênticos se combinando para produzir uma imagem ou um holograma com profunda perspectiva que é igualmente aplicável as ondas acústicas ELF, VLF e LF e fenômenos ópticos. Especificamente, o show consistirá em múltiplas imagens holográficas para diferentes partes do mundo, cada uma recebendo uma diferente imagem segundo sua religião específica, nacional e regional. Nem uma única área será excluída. Com as animações e sons do computador parecendo se emanarem das profundezas do espaço, seguidores atônicos e ardentes de vários credos testemunharão seu próprio messias retornado em uma convincente realidade com o a vida.
Então as projeções de Jesus, Maomé, Buda, Krishna, etc., se unirão em outra explicação posterior correta dos mistérios e revelações terão sido desveladas. Esta uma boa vontade, de fato, ser o Anti-Cristo, que explicará que as várias escrituras tem sido mal comprendidas e mal interpretadas e que as religiões antigas são responsáveis por jogar irmão contra irmão, nação contra nação, e portanto as velhas religiões devem ser abolidas para dar caminho para a religião New Age da Nova Ordem Mundial, representando o um só Deus, o Anti-Cristo, que eles viram diante deles.
Naturalmente, esta falsificação soberbamente programada resultará em uma desordem social e religiosa em dissolução em uma grande escala, cada nação acusando a outra pelo engano, liberando milhões de fanáticos religiosos programados pela possessão demoníaca em uma escala nunca testemunhada antes. Além disso, este evento ocorrerá a um tempo de profunda anarquia política mundial e tumulto geral criado por alguma catástrofe mundial. A ONU até mesmo planeja usar a música de Beethoven – ‘Song of Joy’ – como um hino para a introdução para a religião New Age de um só governo mundial. Se colocarmos este show espacial em paralelo com o programa Star Wars obtemos isto: a combinação da radiação eletromagnética e da hipnose que também tem sido objeto de intensa pesquisa. Em 1974, por exemplo, o pesquisador G. F. Shapits, disse sobre uma das propostas de pesquisa que, “… nesta investigação será demonstrado que as palavras faladas pelo hipnotizador podem ser convertidas em energia eletromagnética diretamente e para a parte subconsciente do cérebro humano sem empregar qualquer aparelho mecânico para receber ou transcodificar a mensagem, e sem que a pessoa exposta a tal influência tenha uma chance de controlar o input da informação conscientemente. Pode ser esperado que o comportamento racionalizado será considerado ter sido retirado de sua própria vontade livre.”
Qualquer um que investigue o chamado fenômeno da “canalização” exatamente agora será sábio em levar em consideração esta área de pesquisa. Será notado que aqueles que se pensam “canalizadores” tem escalado rapidamente desde que este tipo de pesquisa foi realizada. É desconcertante como é similar as suas mensagens. a despeito de que entidade eles afirmem ser a fonte da orientação divina. Isto sugeriria que qualquer indivíduo considerando a credibilidade da informação canalizada deveria estar discernindo e criticamente avaliando de onde se origina as mensagens que eles recebem, e se as mensagens são especificamente benéficas para a Nova Ordem Mundial.
[Nota: Este projeto precisará de um super computador para coordenação, você entenderá como eles estão planejando e construíndo este super computador.]

DARPA começa a desenvolver o computador mais poderoso do mundo

A Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (Darpa) norte-americana anunciou nesta semana um projeto para construir o supercomputador mais rápido do mundo. A máquina que os pesquisadores querem desenvolver deve ser mais de 500 vezes mais veloz do que o supercomputador mais poderoso em funcionamento e atingir a marca de 1 quintilião de cálculos matemáticos por segundo. A Darpa é a responsável pelo nascimento da rede que serviu como embrião da internet, conectada pela primeira vez em 29 de outubro de 1969.
A velocidade dos computadores é medida em Flops – sigla em inglês para operações de ponto-flutuante por segundo –, cálculos que envolvem números muito pequenos ou muito grandes. Um bom computador caseiro, com o processador Intel Core i7 980 XE, por exemplo, opera em pouco mais de 100 GFlops – 100.000.000.000 dessas operações a cada segundo. A nova máquina será, portanto, 10 milhões de vezes mais veloz do que as máquinas domésticas.
Em 2008, pesquisadores conseguiram quebrar a barreira dos petaflops (PFlops) – o equivalente a um quadrilhão, 1.000.000.000.000.000 de cálculos por segundo. O IBM Roadrunner, que está em um laboratório no Novo México, Estados Unidos, chega a 1,1 PFlops. O que a Darpa quer agora é chegar a um quintilião de operações, mil vezes mais do que isso (1.000.000.000.000.000.000 operações por segundo).

Supercomputador Jaguar XT5
Atualmente, o supercomputador mais poderoso do mundo é o Jaguar XT5, construído pela Cray no Oak Ridge National Laboratory, em Oak Ridge, Tennessee, com velocidade de 1,759 PFlops. Ou seja, se conseguir chegar ao quintilião de operações, o computador planejado pela Darpa será 568 vezes mais rápido do que o Jaguar.
O Jaguar ocupa o primeiro lugar da lista TOP500, que divulga os supercomputadores líderes em velocidade no mundo, desde 2009.
Um documento publicado pela Darpa explica que o sistema Omnipresent High Performance Computing (OHPC) envolverá novas pesquisas e desenvolvimento, para aprimorar hardware, software e design de linguagem que permitam alto desempenho, melhor hierarquia de memória e armazenamento, entre outras características. Até o dia 6 de agosto, empresas podem apresentar projetos para participar do programa da agência.
Com o passar dos anos, pesquisas como essa e os avanços das tecnologias de computação provocam a queda no custo das operações realizadas pelos computadores. Em 1961, o custo aproximado por GFlops era de US$ 1,1 trilhão (o equivalente a 17 milhões de unidades do IBM 1620, que custava US$ 64 mil). Em 1984, chegar a essa velocidade custava US$15 milhões. De lá para cá, os números só despencam: US$ 30 mil em 1997, US$ 1 mil em 2000, US$ 82 em 2003 e apenas US$ 0,13 em 2009.
Agora se juntarmos todas estas peças do quebra-cabeça, entenderemos que muitos serão enganados, a tecnologia está pronta, a operação do erro estão às portas, muitos países estão começando a divulgar os documentos secretos dos supostos OVNIs, por que justamente nestes tempos? O cerco se fecha a cada dia.
[Nota: Serge Monast e um outro jornalista, estavam pesquisando o Projeto Blue Beam, quando morreram de "ataques cardíacos" dentro de semanas um do outro embora nenhum tivesse um histórico de doença cardíaca. Serge estava no Canadá. O outro jornalista canadense estava visitando a Irlanda. Antes de sua morte, o governo canadense raptou a filha de Serge em uma tentativa de dissuadi-lo de continuar sua pesquisa sobre o Projeto Blue Beam. Sua filha nunca voltou. Os pseudo-ataques cardíacos são um dos métodos de morte alegados serem induzidos pelo Projeto Blue Beam.]
Fontes:

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Atlântida - Uma nova visão sobre sua história!

Atlântida
Milhares de anos após ter submergido nas profundezas frias e escuras do oceano Atlântico, o continente insular da Atlântida continua sendo um dos mistérios mais intrigantes da História.

A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.
Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida.

Mas antes de continuarmos no assunto Atlântida, vamos discorrer rapidamente por Tróia:

Do Mito à Realidade (A Magnífica Tróia)
Por muito tempo se acreditou que a História de glória e da destruição de Tróia, com suas altas muralhas, não passasse de um mito. As epopéias que descrevem a cidade, llíada e a odisséia de Homero, são anteriores a 700 a.C. Embora os gregos antigos lessem o grande poeta como apenas literatura.
Coube a Heinrich Schliemann, um milionário, arqueólogo diletante e sonhador do século XIX, provar que os eruditos estavam errados. Obstinado e romântico, o negociante alemão tinha certeza que Homero contara a verdade sobre Tróia. No final da década de 1860, Schliemann convenceu-se de que a aldeia turca de Hissarlik, com suas colinas semelhantes a fortins, lembrava a cidade descrita na llíada. Em 1871 deu início às escavações.
Logo descobriu que realmente havia uma cidade sob as "fortalezas" de Hissarlik. Na verdade, vários estágios de uma antiga cidade estavam enterrados em camadas superpostas. E uma dessas camadas, queimada por fogo, parecia-se muito com a Tróia de Homero.
A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.
Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil.
Pressupõem que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo. A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000 a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groenlândia (Groelândia), em decorrência da ação dos vulcões e terremotos.
A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.


Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.
Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemúrios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.
Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas eram voltadas ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.
Possuíam grande poder mental o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemúrios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.
Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar nas mencionadas habilidades.
Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um.
Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entrou em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica.
Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.
As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.


Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.
Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemúrios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano.
Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.


Atlântida 28.000 a.C. a 12.500 a.C.
Esta foi a Civilização Atlante descrita por Platão.
Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.
Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza, tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.
Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, devido a isso tentaram criar "raças puras", raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.
Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.
É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização. Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como "asa delta".
Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias. Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.
Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades.
Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas.
Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.
A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais.
Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio.
Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob a qual não tiveram condições de controlá-la, resultando disso a destruição final de Atlântida, que submergiu em uma noite.
Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas se analisarmos pelo suposto lado tecnológico que utilizavam, veremos até que provavelmente seria mais avançado que o nosso, o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, os cristais estão presentes no avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a partir de cristais.
Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e conseqüentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a Civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.
A corrente que deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as "Escolas de Mistérios", onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.
Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos como, a matemática, geometria, etc.
Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000 a.C. como a egiptologia clássica afirma. Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.
A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.
Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos Celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas "Escolas de Mistérios" como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra.
Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mal uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.
Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história.
Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados; e outros monumentos até hoje é um enigma.
Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.
Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Atualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.
As pessoas têm que se conscientizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e atualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo.
Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para que nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.

sábado, 25 de junho de 2011

O Experimento Philadelfia

Nasce uma lenda
A história que é conhecida sob o título de "O Experimento Filadélfia", surgiu através de uma série de eventos estranhos, com uma figura verdadeiramente misteriosa como estrela principal. Em 1955 um livro intitulado "The expanding case for the UFO" foi publicado. Este livro não iria ser tão conhecido por seu conteúdo, mas por causa dos eventos que se seguiram.  

O autor era Morris K Jessup, um astrônomo formado pela Universidade de Michigan, onde ele também palestrou por um tempo. Mas Jessup também era um apaixonado investigador OVNI. Depois de publicar seu livro ele começou uma série de conferências públicas para promover sua publicação. Em janeiro de 1956 Jessup recebeu uma carta de alguém que obviamente assistiu a pelo menos uma de suas conferências e também leu seu livro. A carta comentava sobre o que Jessup escrevera sobre os OVNIs e em certo ponto havia uma referência a um incidente incomum.
Morris K Jessup
 
De acordo com a carta, em outubro de 1943 um experimento ultra-secreto foi conduzido pela Marinha dos EUA. O resultado da experiência foi a invisibilidade e teleporte de um destróier dos EUA, enquanto no mar. 

Carlos Miguel Allende
A carta era assinada por um certo Carl Allen, que também usou o pseudônimo de Carlos Miguel Allende. De acordo com Allen o Experimento era de fato uma aplicação prática da Teoria de Campo Unificado de Einstein.
A história de Allende
Allen afirmou que em outubro de 1943, enquanto estava a bordo do navio Liberty USS Andrew Furuseth na área de Norfolk Va, um navio, do tipo destróier, subitamente surgiu de lugar nenhum, parcialmente coberto por uma névoa verde de forma esférica. O navio permaneceu por apenas alguns minutos e então desapareceu novamente. Ele também menciona que de acordo com um jornal da Filadélfia observadores no Estaleiro da Filadélfia testemunharam exatamente o evento oposto, um navio desaparecendo e então voltando outra vez. Ele de fato alega que o navio foi teleportado da Filadélfia para Norfolk em questão de minutos (a distância real requer aproximadamente 24 horas). 

Base Naval de Philadefia em 1947
A história de Allen continua, relatando vários incidentes estranhos considerado como efeitos da experiência nos tripulantes a bordo do destróier. Um deles segundo relatos simplesmente desapareceu no meio de uma briga de bar, outro "entrou" em uma parede em frente dos olhos de sua família e nunca mais retornou, e quase todos eles sofreram problemas psicológicos sérios e tiveram que ser hospitalizados. A opinião de Allen é que a experiência saiu de controle e os resultados amedrontaram as pessoas no comando, resultando no encerramento de todo o projeto três anos depois. 
Jessup não estava convencido pelas alegações selvagens de Allen e pediu evidência mais substancial para o incidente. A resposta de Allen veio em 25 de maio de 1956, e não forneceu a evidência que Jessup esperava. Além da falta de evidência, as cartas de Allen estavam cheias de palavras em maiúsculas, orações e teorias incoerentes e uma mistura de teorias que soavam científicas e deduções irracionais. Subseqüentemente Jessup deixou o assunto de lado e não prestou atenção adicional à história.
O Escritório de Pesquisa Naval (ONR – Office of Naval Research)
Um ano depois, na primavera de 1957, Jessup recebeu um convite para uma reunião do Escritório da Marinha de Pesquisa Naval. Foi-lhe apresentada uma cópia de seu livro repleta de anotações. As anotações estavam em três cores diferentes e aparentemente em três letras diferentes, assim de três pessoas. 
As anotações reproduziam a história de Allen relativa ao suposto Experimento Filadélfia e se estendia bastante em comentários sobre viagem interplanetária, sistemas de propulsão de OVNIs, as teorias de Einstein e Tesla, tudo isso usando linguagem e terminologia sugerindo conhecimento e treinamento científicos acima da média. 
Clique aqui para ver a uma das cartas de Allen para Jessup.
Jessup reconheceu pelo menos uma das caligrafias como de Allen, enquanto o estilo e formato das anotações se assemelhavam fortemente às cartas de Allen. 
Em um ato bastante estranho e questionável, oficialmente considerado pela Marinha como "uma iniciativa privada de certos funcionários do ONR", o ONR republicou o livro anotado, com as cartas de Allen em forma de prefácio, em um número limitado de cópias (a quantidade não foi firmemente estabelecida e parece variar de 10-130 cópias). Esta versão do livro de Jessup ficou conhecida como a "Edição da Varo", nome da companhia que lidou com a publicação. 
Jessup se suicidou dois anos depois, em abril de 1959, porque estava enfrentando séria angústia psicológica devido a problemas matrimoniais. O que aconteceu durante esses dois anos é desconhecido. É quase certo que Jessup recuperou seu interesse pelo caso, por causa do interesse do ONR, e provavelmente contatou novamente Allen. Jessup também discute o assunto com amigos e colegas e o Experimento Filadélfia se torna mais conhecido, atraindo o interesse de mais pessoas. 
O período dos livros
O paradeiro de Allen não foi firmemente estabelecido durante os anos seguintes. Acredita-se que ele passou muito de seu tempo no México e viajando pelos EUA, como um andarilho ou cigano. 
Por volta do fim dos anos 60, muitos investigadores começam a se interessar pela história de Allen, escrevendo artigos e livros. Em 1967 três livros, lidando direta ou indiretamente com a história, foram publicados:
- "The Allende Letters", de Brad Steiger 
- "Uninvited Visitors", de Ivan Sanderson (Sanderson era amigo de Jessup e muitas pessoas tendem a acreditar que Jessup revelou a ele vários pontos obscuros relativos ao envolvimento do ONR)
- "Anatomy of a Phenomenon", de Jacques Vallee Steiger e Valee se corresponderam com Allen, recebendo informações e fazendo perguntas. 
Em 1969 outro incidente estranho tem lugar. Allen aparece no Escritório de Pesquisa de Fenômenos Aéreos (APRO) em Tucson, Arizona, onde confessa que toda a história é uma fraude que ele inventou. 
Allen reaparece sendo entrevistado por Willian Moore & Charles Berlitz em "The Philadelphia Experiment" em 1979. Ele volta atrás em sua confissão, sem se explicar muito, e se atém novamente à história inicial. Este livro é de fato o que tornou a história do Experimento Filadélfia famosa e lendária. Para muitas pessoas é a pesquisa mais consistente no assunto. Moore diz que trocou várias cartas com Allen e que também o encontrou pessoalmente. 

Charles Berlitz
A última aparição de Allen registrada de forma confiável foi em 1983, em uma entrevista a Linda Strand. Acredita-se que Allen morreu em 1994 em Colorado, de acordo com os registros da Previdência social.
Outra fonte
Durante os anos 80, outra testemunha ocular surgiu. Desta vez era Al Bielek, que alega que era o responsável pela eletrônica a bordo do navio do Experimento Filadélfia. De acordo com Bielek, o Experimento ocorreu em duas fases, em 23 de julho e 12 de agosto, e não em outubro. 
Al Bielek
Sua história pessoal é ainda mais incrível. Ele afirma que a experiência não só resultou no teleporte do navio, mas também em viagem no tempo. Bielek diz que viajou no tempo a 1983, e então voltou novamente para acabar com o experimento. Ele também alega que sofreu lavagem cerebral para esquecer tudo, e que suas recordações só voltaram depois de assistir ao filme "The Philadelphia Experiment". De acordo com Bielek, experimentos semelhantes estavam sendo conduzidos em instalações ultra-secretas durante os anos 70 e 80, e ele também fez parte dessas experiências. Líderes do experimento inicial de 1943 eram três figuras proeminentes: Nikola Tesla (embora estivesse morto desde o início de 1943), Albert Einstein e John Von Neumann. 
Bielek tem sustentado sua história apaixonadamente através de uma série de conferências, livros, entrevistas, e até mesmo vídeos, incluindo vários detalhes científicos (seu Ph.D. em Física sendo-lhe muito útil). 
De vez em quando, outros aparecem também, a maioria alegando ter estado a bordo do navio como pessoal científico e técnico, mas suas histórias são muito semelhantes às de Bielek e extremamente consistentes com o roteiro do filme de 1984, "The Philadelphia Experiment". 
A identidade do navio
A primeira referência sobre a identidade do navio está no livro de Moore & Berlitz. De acordo com Allen e as investigações dos autores, o navio era o destróier escolta DE-173 Eldridge. 
Era um destróier de escolta da classe Cannon de 1240 ton. De acordo com a Marinha o navio foi comissionado em agosto de 1943 e usado como uma escolta de comboio no Atlântico e mediterrâneo até 1945, quando foi transferido para o teatro do Pacífico. Em julho de 1946 o Eldridge entrou para a Frota Reserva. 
Com relação ao período de tempo crítico, os registros oficiais da Marinha dos EUA indicam:
  • 27 de agosto de 1943, comissionado o navio no Estaleiro Naval de N. York;
  • 16 de setembro, o navio ruma para as Ilhas Bermudas para sua viagem inaugural;
  • 18 de outubro, retorna para N. York escoltando um comboio;
  • Permanece em N. York até 1 de novembro quando viaja para Norfolk escoltando o comboio UGS-23, e no dia 3 de novembro o navio parte para Casablanca com o comboio;
  • 17 de dezembro, retorna para N. York escoltando o comboio GUS-22; 
  • Permanece em N. York até 31 de dezembro quando viaja a Norfolk.
Em janeiro de 1951 o navio foi entregue à Marinha grega como parte do programa de ajuda militar, junto com três outros destróieres Cannon. Estes quatro navios ficaram conhecidos na Marinha grega como as "quatro bestas" por causa dos nomes que receberam: Aetos (Águia), Ierax (Falcão), Panthir (Pantera) e Leon (Leão). Dois destes navios se tornariam bem conhecidos nos anos seguintes. Aetos "estrelou" em alguns filmes ("Os Canhões de Navarone" entre eles) e Leon, D-54, como o ex DE-173 Eldridge, ou o navio do Experimento Filadélfia. 
O navio foi entregue á Marinha da Grécia
Muitos investigadores citam oficiais e marinheiros que serviram a bordo do Leon a respeito de situações estranhas. Foram feitos relatos sobre instalação elétrica que não devia estar onde está, começando de lugar algum e levando a nenhuma parte. Outros alegam que há compartimentos do navio que parecem ter sido lacrados. E muitos também dizem que os marinheiros normalmente tiveram calafrios, sentindo algo estranho no navio. Também foi dito que as páginas do diário de bordo que correspondem ao período de tempo crucial estão faltando. 
Outros relatos se referem a problemas de radar e comunicação de outro navio Cannon, o navio irmão do Leon, o Aetos. Eles contam sobre o Aetos ter desaparecido do radar durante exercícios da Frota grega e às vezes apresentando problemas sérios de comunicação sem qualquer razão aparente. Assim há uma teoria de que durante a entrega dos navios para a Marinha grega houve uma "troca" dos navios para obscurecer os rastros do Eldridge. 
O Leon serviu na Marinha grega até 1991, quando foi decomissionado e transferido para a Base Naval de Amfiali. O navio foi descartado para o ferro velho durante a segunda metade dos anos 90. O Aetos também foi decomissionado em 1991 e doado pelo governo grego à Associação de Marinheiros de Destróier Escolta. O navio foi levado por um rebocador russo para N York, e chegou ao museu Intrepid no dia 23 de agosto de 1993. Permaneceu lá até 1994 e foi restaurado à sua configuração de 1944. O navio foi recomissionado no dia 30 de abril de 1994 sob seu nome original, USS Slater DE-766. Em 1997 o navio viajou até Albany, NY, onde ancorou permanentemente como um museu náutico. O navio não é possuído pela Marinha de EUA, mas sim pela Associação de Marinheiros de Destróier Escolta e é listado no Registro de Lugares Históricos Nacional e do estado de Nova Iorque. Para o registro, o navio foi inicialmente comissionado no dia 1º de maio de 1944. 
TEORIAS
Há duas teorias básicas relativas ao Experimento Filadélfia. 
A primeira, apoiada por aqueles que sustentam o "evento misterioso", aceita que uma experiência altamente classificada aconteceu, objetivando aplicar as teorias de Einstein e Tesla para obscurecer visual e eletronicamente um destróier dos EUA. A maioria das pessoas acredita que a experiência teve efeitos trágicos na tripulação do navio e produziu fatos científicos que eram altamente inesperados e talvez até mesmo tenha criado uma anomalia do espaço-tempo. 

A segunda teoria, a dos céticos e da Marinha dos EUA também, é a de que nada descrito acima aconteceu. Allen confundiu conversas que ouviu e tratavam do degaussiamento [degaussing] de navios para protegê-los contra minas e torpedos magnéticos (torná-los "invisíveis" a dispositivos ativados por magnetismo). Talvez Allen também tenha interpretado mal, intencionalmente ou não, outros dispositivos experimentais, mas não exóticos, que estavam na ocasião montados em navios, como parafusos de novos tipos, novos sonares, etc. 
Na realidade o procedimento de degaussiamento, falando tecnicamente, se assemelha muito às descrições de Allen. É alcançado por um campo eletromagnético criado por fios correndo ao longo do corpo principal do navio. 
PONTOS PRINCIPAIS
Tendo recitado os eventos históricos e as duas teorias principais, está na hora de um exame detalhado desta história que, inacreditável como possa parecer, se tornou um dos mitos do século 20. 
Testemunhas e evidência
Carl Allen por volta de 1980
Os dois homens que se supõe sejam as testemunhas principais, Allen e Bielek, não se ajustam exatamente na descrição de uma testemunha confiável. Especialmente Bielek, que de fato recita o roteiro de um filme, o mesmo filme que ativou sua memória perdida há tanto tempo. A única razão pela qual ele é considerado como uma testemunha por muitos investigadores parece ser seu conhecimento detalhado de questões científicas e técnicas relativas ao eletromagnetismo, Teoria Unificada de Campos e suas possíveis aplicações. Em todo caso ele não ofereceu sequer uma única resposta ou prova convincente, algo que simplesmente o torna uma "não testemunha" a qualquer investigador sério. O mesmo se aplica a outras "testemunhas", como alguém chamado Dune que insiste que a experiência era, desde o princípio, uma experiência de viagem no tempo. Dune surgiu de lugar algum nos anos 90 e começou a vender suas "experiências" na forma de livros, conferências e fitas de vídeo. 
O caso de Allen parece ser diferente. Ele sempre foi rodeado por mistério, até mesmo em sua vida pessoal. Contudo, se examinarmos sua história, a maioria das coisas que ele diz não são situações que ele realmente testemunhou ou teve um envolvimento pessoal, mas principalmente histórias que ele ouviu e leu.
Suposta tripulação do  Eldridge

Para começar, foi confirmado que ele de fato serviu a bordo do USS Andrew Furuseth durante o período ao qual ele se refere. A única coisa que ele realmente alega que viu foi o navio cercado por uma névoa esverdeada durante alguns minutos em Norfolk. Ele nunca viu as preparações para a experiência, o navio desaparecendo da Filadélfia, o retorno do navio para a Filadélfia, o desaparecimento do marinheiro em um bar ou em qualquer outro lugar. Tudo isso é testemunho indireto, coisas que ele leu nos jornais ou ouviu em histórias, como ele mesmo diz. Por exemplo, ele se refere a um jornal da Filadélfia que tinha publicado um artigo relativo ao desaparecimento de um navio no estaleiro durante uma experiência da Marinha, contudo ele não pôde recordar qual jornal e em que data. O artigo nunca foi encontrado ou lido por qualquer outra pessoa. 

Tripulantes ficaram fundidos no casco do navio (cenas do filme: Projeto Philadelphia-1984)
Assim, parece que não há nenhuma testemunha confiável ou evidência positiva relativa ao Experimento Filadélfia. Talvez este artigo pudesse terminar aqui mesmo. Mas, pela objetividade, vamos seguir e examinar alguns outros aspectos importantes da história. 
O período de tempo
Allen e Bielek não conseguem concordar em uma coisa muito importante: a data em que a experiência aconteceu. Suas histórias dão duas datas diferentes com uma diferença de dois meses. Se nós assumirmos que a experiência realmente aconteceu e a data apresentada por Allen é acurada, então a experiência aconteceu depois do comissionamento oficial do navio. Isso significa que mais de 50 anos depois alguém da tripulação teria falado sobre o experimento (isto também inclui o caso de que a tripulação fosse levada para longe do navio). Pelo contrário, as pessoas que serviram a bordo do Eldridge se divertiram muito durante seu reencontro em 1999, e pareceram se divertir bastante com a fama de seu antigo navio. 
A história de Bielek não tem esta falha já que a data dele está antes do navio ser comissionando, significando que a experiência poderia ter sido realizada com uma tripulação apenas para o experimento. De acordo com Bielek, aqueles da tripulação que sobreviveram à experiência foram levados a instituições de tratamento psiquiátrico do exército, tanto porque precisavam quanto para assegurar seu silêncio. Para Bielek, isto explica também a falta de outras testemunhas. Um pensamento realmente cético seria que Bielek foi mais cuidadoso ao preparar sua história, em todo caso ele teve a vantagem de ser o segundo, depois de Allen. 
O navio da experiência
Uma observação muito lógica seria a de que foi dedicada muita atenção à identidade do navio e isso é verdade. As razões principais para isso são:
- identificar o navio realmente poderia fornecer um rastro de evidência
- não há nenhum outro dado sólido para lidar com (ou para especular sobre)
Desde 1979, quando o livro de Moore & Berlitz revelou a identidade do navio, um debate começou sobre o Eldridge, "onde o navio estava no dia 12 de agosto, ou 28 de outubro?", "o navio foi entregue à Marinha grega?", "Leon ou Aetos é o Eldridge?", etc. É realmente tão importante? Vamos considerar os pontos seguintes:
  1. Por que a Marinha, para conduzir uma experiência bastante "exótica" e potencialmente perigosa, escolheu um destróier de operações anti-submarino novo em folha, e não um navio antigo da Marinha ou da guarda costeira, ou qualquer outro navio menos útil? É impossível acreditar que a Marinha considerava que uma experiência para tornar um navio física e/ou eletronicamente invisível seria completamente segura.
     
  2. Até mesmo se fosse decidido realizar uma experiência ultra-secreta em vista do público, usando um navio novo em folha, quão difícil seria confundir os observadores sobre a identidade real do navio forjando os números de registro? Algo assim seria razoável o bastante para manter secreta a identidade do navio "invisível". Trocar números de
    registro em navios era e ainda é uma prática comum para confundir a inteligência inimiga relativa ao arranjo, condição e movimento de unidades. Deve ser notado que havia aproximadamente 70 destróieres escolta da classe Cannon, idênticos ao Eldridge e um número igual da classe Evarts, quase idênticos. 
  3. Se a experiência realmente tivesse lugar e o USS Eldridge fosse usado, por que deveria ser dado a outro país, até mesmo aliado, alguns anos depois? Se o navio não tivesse nenhum valor científico a coisa mais razoável a fazer seria usá-lo como um alvo para exercícios de treinamento de tiro. Muitos dos navios da classe Cannon terminaram desse modo. Adicionalmente, este seria um modo muito melhor para obscurecer o rastro de evidência que a doação para outro país, mesmo um tão remoto quanto a Grécia. Se o navio ainda fosse necessário por razões científicas (por exemplo, para estudar efeitos de longo termo em ligas) seria bem mais razoável manter o navio nos EUA, na Frota Reserva (alguns dos destróieres Cannon sobreviveram até o começo dos anos 70) ou como um monumento em um porto da costa Atlântica. Em todo caso a coisa mais razoável a fazer seria entregar à Marinha grega outro navio, supostamente o Eldridge, enquanto ao mesmo tempo o Eldridge permaneceria nos EUA sob a identidade de outro navio. 
  4. Muita especulação foi baseada no fato de que as páginas do diário de bordo relativas ao período crucial estão faltando no Leon. Mesmo que a experiência acontecesse a bordo do USS Eldridge e o navio fosse entregue então à Marinha grega tornando-se o Leon, quão difícil seria forjar um diário? É verdade que o diário de bordo de um navio é algo sagrado a marinheiros, mas quando se relaciona a um dos esforços científicos mais importantes da raça humana, talvez comparável apenas ao uso do fogo, então até mesmo essa regra poderia ser ou pelo menos seria violada. 
Parece que mesmo se o experimento realmente ocorreu, o navio que esteve envolvido nunca serviu na Marinha grega. Com relação às histórias e lendas que acompanham o Leon ou o Aetos, é um segredo comum que os marinheiros desde Ulisses são talvez os melhores contadores de histórias. Isto nem sempre é intencional e aqueles que serviram como tripulantes de um navio podem entender facilmente. 
As teorias científicas
Normalmente, a maioria dos artigos relativos ao Experimento Filadélfia incluem análise bastante detalhada da Teoria Unificada de Campos, eletromagnetismo, testes práticos de como dobrar a luz é possível, a natureza dimensional de tempo e propriedades. Mas o ponto não é se é cientificamente possível alcançar invisibilidade ou viagem no tempo, pelo menos não nos artigos que investigam o experimento. É claro, examinar essas teorias é da maior importância para a humanidade. Mas a lenda da experiência não foi construída no argumento de se é possível ou não, é a questão de se realmente aconteceu ou não. Em todo caso tanto Allen quanto Bielek alegam que não teve êxito, ou pelo menos que saiu de controle. A falta de uma base científica e/ou de capacidade técnica não prova necessariamente que as histórias de Allen ou Bielek não são verdadeiras, e vice-versa. 
Invisibilidade eletrônica é uma questão de grande interesse a todas as forças armadas. Hoje há aeronaves e navios que têm tais capacidades derivando de forma e materiais usados para minimizar retornos de sinais (invisibilidade passiva, aviões invisíveis), ou uma combinação de invisibilidade passiva e controle de emissões. 
Pesquisa e experimentos durante a Segunda Guerra
Infelizmente, desde o princípio da história humana, conflitos e aplicações militares em geral são algumas das fontes principais de avanços científicos e tecnológicos. O período de tensão durante uma guerra intensifica a pesquisa e acelera o avanço tecnológico, enquanto os lados opostos buscam modos de ganhar superioridade no campo de batalha. 
A Segunda Guerra Mundial levou a vários avanços tecnológicos, embora muitos deles possam ser considerados de necessidade questionável. Exemplos destes avanços ou aplicações são as evoluções na produção de borracha sintética, aeronaves a jato, evolução do radar, métodos novos de produção industrial para aumentar a produtividade e atingir níveis altos de padronização e, é claro, o uso da força nuclear. 
A maioria destas evoluções ou inovações foram resultado de projetos de médio ou alto sigilo, por razões óbvias. No topo desses projetos está o projeto Manhattan, pesquisando e testando a bomba atômica. Deve ser tomado como certo que havia um número significante de projetos que não produziram os resultados esperados ou pelo menos aplicáveis, e assim não se tornaram amplamente conhecidos. Alguns deles podem ter lidado com questões científicas que ainda são bastante obscuras. 
Assim, uma experiência relativa a aplicações práticas do eletromagnetismo, ou da Teoria Unificada de Campos, para atingir invisibilidade física ou eletrônica de aeronaves, navios ou veículos de terra não deveria ser considerada como algo totalmente impossível de ter acontecido. Mas tal experimento teve lugar na Filadélfia envolvendo um destróier de escolta? 
Por que tal experiência importante ocorreu na Base Naval da Filadélfia e não em outro lugar menos óbvio? Portos e bases como os em Nova Iorque, Filadélfia e Norfolk eram alguns dos pontos de observação favoritos para agentes alemães. Os agentes Abwehr costumavam escrever relatórios sobre a partida de comboios baseados nestas observações, que eles transmitiam ao seu comando. 
Teorias de conspiração
A Marinha dos EUA negou oficialmente a existência de qualquer projeto de pesquisa relevante durante a Segunda Guerra. Em resumo, de acordo com a Marinha o experimento nunca aconteceu. Um ponto chave na história é o chamado de Jessup pelo ONR e a edição da Varo que se seguiu. A maioria dos investigadores nota este fato como muito intrigante e eles estão justificados nisto. Em 1956 a Marinha mostrou um interesse nas anotações incluídas no livro de Jessup e muitas delas se referiam ao Experimento Filadélfia. Oficialmente, tanto o interesse quanto a edição da Varo foram o resultado de um interesse e iniciativa privados por certos funcionários do ONR. 
Parece que o interesse do ONR e a edição da Varo foram os eventos que de fato criaram a lenda do Experimento Filadélfia. Estes eventos criaram um sentimento de que a Marinha talvez tivesse algo a esconder. 
CONCLUSÕES
A lenda do Experimento Filadélfia está baseada em uma história totalmente inacreditável e insubstanciada (Allen), um interesse verdadeiramente estranho e talvez suspeito pelo ONR (edição da Varo), uma tragédia pessoal (o suicídio de Jessup) e um truque de marketing (a identificação do navio). Falando em termos jurídicos, não há
nenhuma evidência positiva ou qualquer prova sólida para dar credibilidade à história de Allen e sua apresentação no livro que é considerado o melhor no assunto (Moore & Berlitz). Há apenas uma evidência circunstancial, o interesse do ONR. E tudo isso depois de 45 anos de pesquisa e teorias. 
Baseado em lógica simples pode-se assumir que a história do Experimento Filadélfia como é conhecida não é verdadeira. Provavelmente é o resultado de Allen ter entendido mal coisas que viu ou ouviu em combinação com uma imaginação vívida e criativa. Adicionalmente, a reprodução da história em todos estes anos por investigadores às vezes de boas intenções e outras vezes motivados por dinheiro e fama, amplificou o que realmente não deveria ser nada além de um bom roteiro de filme. 
O único modo de provar que o experimento realmente ocorreu é a Marinha e o governo do EUA admitirem tal. Entretanto, isso também significaria que tudo o que foi dito e apoiado até hoje seriam mentiras. 
Por outro lado sempre haverá aqueles que até mesmo sem uma única prova, mas apenas sobre evidência circunstancial, continuarão acreditando que em 1943, na Base Naval da Filadélfia, uma experiência misteriosa aconteceu, uma experiência cujos resultados questionam nossa visão cotidiana do mundo. 


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Referências e links
Allen C., The letters to M. Jessup, (1956) 
Bempos T., The Philadelphia Experiment, FLIGHT magazine vol 41 July-August 1986